quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quando você sorri.

Quando você sorri, muito mais que um frio na barriga, você me desarma. Fico completamente a sua vontade por alguns segundos. Quando você abre um sorriso, meus pensamentos somem e fico sem saber quem sou eu. Você sorri com os dentes, a boca, a bochecha, a testa e os olhos. Quando seu sorriso alcança os olhos, nossa! O que mais eu posso querer? Peço a Deus, as mãos, os braços, as pernas, os dedos, as digitais, os sentimentos, o coração. Depois que você sorri, eu já fiz uma oração pedindo a Deus para você inteiro seja meu, para que eu seja a razão do seu sorriso. Quando você sorri, meu mundo estremesse e eu esqueço que o mundo não é um bom lugar, que a vida pode ser chata, que estou com contas atrasadas, que meu trabalho é uma droga. Sinceramente, quando você sorri não existe nada que não melhore; mas não se esqueça. Melhor do que quando você sorri, é quando você ri das minhas piadas. Ai eu suspiro na cadeira e descubro que mesmo sólida derreto por dentro.

Reflexão atrasada.

             Há alguns dias de fazer 23 anos, resolvi procurar novamente esse blog. Talvez porque o maior registro da minha maturidade, ou o quanto ela muda, são os meus registros escritos. Por isso, tenho alguns diários guardados, anotações, folhas soltas. Voltar é algo interessante. Não existem muitas coisas á quais podemos voltar em terem se alterado, ou melhor, existe alguma coisa que podemos retomar do ponto em que paramos? Mas essa coisa estará exatamente como deixamos? Agora não me ocorre nada em mente, as mudanças acontecem a cada minuto, principalmente com as coisas orgânicas, e pensando bem, somos orgânicos. Ou seja, a garota que escreveu o ultimo texto em novembro passado, já não tem tanto a ver com a garota que escreve agora.
                   Essa semana um professor comentou que mudamos constantemente e algumas empresas "exigem" isso, pois a mudança constante do ser humano trás coisas novas. Envelhecemos, ao mesmo tempo em que amadurecemos. Ficamos velhos e novos todos os dias. Voltando as coisas inalteradas, ainda não consegui pensar em nada que não se altere com o tempo. Até uma folha de papel deixada por muito tempo em um lugar fica amarelada. Então eu voltei, um pouco mais amarela, um pouco mais madura, depois de ter passado por algumas experiências, realizado alguns planos e aprendido um tanto de coisas. 
                    Nesse meio tempo, eu fui fazer faculdade. Plano antigo que deveria ter saído do papel á séculos, ou deveria agora mesmo, porque nada acontece por acaso. Enfim, conciliar a faculdade com o trabalho, em termos de tempo não é tão difícil. Mas conciliar a as pessoas da faculdade, o que se aprende na faculdade, e a necessidade de uma atualização online com o trabalho, é difícil. Eu fico dez horas do meu dia trabalhando com pessoas mais velhas que eu. Todos são mais velhos, com responsabilidade diferentes, com contas diferentes, com planos diferentes. E eu fico lá, meio que amadurecendo na marra, tentando entender o lado sem tempo da mãe de família que trabalha fora, que são a maioria. E eu retraindo (um pouco) meu lado jovem de falar coisas de jovem e ouço bastante o que elas tem a falar, mas sempre tenho liberdade de expressar minha loucura, Porém dentro de mim, havia uma vontade grande de conviver com pessoas mais próximas a minha idade, que ainda moram com os pais, que a mãe ainda faz almoço e essas coisas todas. E entrei na faculdade com a expectativa de um canibal: CARNE FRESCA!
                    E então descobri que sou/estou velha. Descobri que acabei me tornando uma jovem senhora de 22 anos, que procurou a primeira pessoa mais velha que encontrou pela frente para ter afinidade e deu certo. Minha dupla de trabalho é uma senhora, com pensamentos jovens, mas ela me passa aquele ar de responsabilidade, segurança (beijo Cidinha!). E foi então que percebi que não tenho muito saco para gente da minha idade. Não bebo, não fumo, não fico alucinada com os meninos da educação física, não uso maquiagem, não vou em balada, enfim, não tinha assunto com essas pessoas. Eu sei falar de cozinha, família, trabalho, dia-a-dia. Mas odeio ficar fazendo divagações sobre roupas, marcas, celular da moda. Então foi indo para a faculdade que eu descobri que envelheci, ou amadureci e agora quero conversar com pessoas que me ensinem coisas, que esparrame conteúdo sobre mim. 
                           E por fim, escrevi, escrevi, escrevi para dizer que mudei nesses últimos meses, descobri que meu tempo é precioso demais para ser desperdiçado com certas coisas, ou pessoas. Não quero apenas uma companhia, quero uma pessoa companheira. Talvez agora entenda de verdade, o ditado antes só, do que mal acompanhado. E prefira ficar sozinha ao ficar ouvindo coisas bobas.

ps: Eu sei que faço coisas bobas.  

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Soprando a poeira.

Vamos falar de coisa boa? Vamos voltar a soltar pensamentos estranhos e sem nexo na internet?!