segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mais um texto sobre preconceito.

            Não sou a pessoa mais bonita da família. Aliás, não sei se temos uma pessoa realmente bonita na família. Mas, se tivermos essa não sou eu. Também nunca fui a menina mais bonita da escola e nem ficava entre as dez mais. Nunca fiz sucesso na rua, não tenho milhares de amigos meninos, não tenho muitas curtidas nas fotos do facebook e não crio uma ask.fm com medo de não receber perguntas, ou, receber xingamentos. Resumindo, eu sempre fui feia! Além de feia, não era das mais populares. E além de não ser popular sempre fui acima do peso. 
           O mundo não é um lugar muito legal para os feios. Mas também não é um lugar muito legal para os gays, negros, albinos, portares de necessidades especiais, índios, doentes mentais... enfim; o mundo não é um lugar muito legal para você se por acaso, você possui algum tipo de diferença. A sociedade não gosta do que é diferente. Vivemos em um mundo em que as pessoas vivem querendo identidade própria, mas não sabe aceitar a diferença do próximo. Diferença é algo desconhecido e o desconhecido causa medo. Quem quer conviver com o medo? Antes de conhecer algo, quando aquilo ainda é desconhecido você tem receio. Você teme o que pode encontrar, ou o que aquilo pode fazer com você. E então você possui duas opções: Enfrentar o medo e conhecer aquilo que lhe é estranho ou começar a criar conceitos. Pré-conceitos sobre o algo desconhecido que te amedronta. Se você não sair da sua zona de conforto e trocar os seus pré-conceitos por conceitos concretos. Com o tempo você vai tirar o hífen (isso é, se ele ainda existe. Olá novas regras ortográficas desconhecidas), e o seu pré-conceito será um preconceito. E ai, sinto dizer, vai ser muito difícil desfazer tudo isso. 
            Não acredito que pessoas preconceituosas tem recuperação. Não acredito que com educação você vai tirar aqueles preconceitos de uma pessoa que carrega á anos. Mas podemos mudar esse quadro se começarmos pelas crianças. Que são seres pequenos que estão em formação. E com grandes campanhas de que o preconceito faz mal sim! Não a saúde física (apesar de lâmpadas fluorecentes machucarem), mas para a sua saúde mental. Assim como o abuso sexual, pressão psicologia, maus tratos causam sérios danos psicológicos na vida de uma criança o preconceito também causa. 
             Na década de oitenta houve um grande surto de Poliomielite, ou paralisia infantil, como afetou crianças em massa a população ficou assustadíssima e logo procuraram uma cura, ou pelo menos, prevenção e foi então que surgiram as campanhas de vacinação e todo mundo hoje em dia sabem que todos os anos o Zé gotinha aparece para vacinar as crianças e combater esse vírus.  Mas então você pode pensar "Mas a paralisia infantil era uma DOENÇA e atingia muitas crianças, as impedindo de viver uma vida plena".  Na minha opinião o preconceito é uma doença que nunca foi tratada com a devida seriedade e que atinge crianças e adultos. E os impede também de viver uma vida plena, podendo ter amigos de diversas raças, classes sociais e tudo mais nos diferencia. 
            Me raciocínio está sendo claro?  Se conseguimos evitar a paralisia infantil que é um vírus, que corre invisível pelo ar e que muito mais difícil, porque não podemos erradicar o preconceito?  Simples. Porque o preconceito faz parte do ser humano e da sociedade, ele pode ser diminuído  ou escondido, mas não erradicado, sempre haverão pessoas irredutíveis com argumentos para justificar o seu preconceito. Sempre haverá olhares, sempre haverá piadas e sempre haverá preconceito. Como até hoje existem casos de paralisia infantil.
            Eu devo possuir algum tipo de preconceito. Atire a primeira pedra quem não tem. Algum, pelo funkeiro, pela prostituta, pelo mendigo, pelo playboy, pela piriguete.Todos temos algum, mas como eu já fui olhada de maneira diferente. Por ser gorda, por ter manchas na pele ou por ser negra. Sei como o preconceito dói e dou um conselho. Se você tem o seu preconceito tente erradica-lo de você. Não precisa começar pela sociedade, comece por você. Afinal, há aquela famosa citação: Se quiseres mudar o mundo, comece arrumando o seu quarto.



ps: Não sei dizer quem é o autor da citação. Mas como citações andam sem dono na internet sinta-se á vontade. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário