Eu sou presidente, tesoureira e única sócia do Clube das mulheres encalhadas que preferem personagens de livros á parceiros reais idiotas (ou o Clube das M.E.Q.P.P.L.P.R.I). E como também faço parte de uma raça que é extinta hoje da sociedade moderna; pessoas que nunca tiveram um relacionamento, porém já saíram da puberdade. Eu tenho uma dúvida sobre qual é o momento de dizer eu te amo para uma pessoa. Ou melhor ainda, quando você sabe que realmente está amando uma pessoa? Eu sei que amo minha mãe por que eu morreria por ela. Mas Necessariamente quando amo uma pessoa eu devo sentir que morreria por ela? Ou até que ponto é amor e até que ponto é gostar, querer bem?
Para responder essa pergunta eu poderia entrevistar alguém que namora e diz que ama e alguém que namora e só gosta. Mas não tinha ninguém próximo online no facebook que pudesse estar disposta a ser entrevistado e eu não estava com tamanho saco, para ficar perguntando algo que ninguém vai saber me responder. Ou seja, vou ter que chegar a essa conclusão sozinha em meu divã.
Dizer eu te amo, é importante pois quando se ama, se ama de verdade (é por que ás vezes pode ser mentira e você se estrepa). Mas, quero dizer que você deve dizer eu te amo quando está com aquela pessoa e surge uma vontade do âmago, do fundo do coração incontrolável. E quando você tem certeza que está disposto a arriscar algumas coisas por outra pessoa, não precisa ser sua vida. Por que por instinto de sobrevivência, você sempre se salvará primeiro, ou seja, lembra daquela corrente de orkut, do casal + moto + freio quebrado = ele dando capacete pra menina? Não se iluda, raramente alguém lhe dará um capacete em uma situação dessas e se der, poxa, nem vai dar pra você agradecer, não é?!
Mas, então. Resumidamente o que eu quero dizer é que quando eu disse, lá em cima que eu amo minha mãe e morro por ela, é por que nós temos um laço maior que qualquer outro no mundo, não que você não possa morrer pelo seu namorado, cachorro, amigo. Sei lá, a vida é sua, arrisque-se por quem você quiser. O que quero dizer é que amar alguém, pode significar renunciar ÁS VEZES o futebol de domingo, o cinema com as amigas, o carro conversivél (não dá pra colocar um acento de bebê ali!). Porém, pela vasta experiência na vida afetiva (dos outros) que me consta, ás vezes...ÁS VEZES, é legal trocar algo pra fazer a pessoa amada feliz. E quanto a gostar, gostar você gosta, oras, eu gosto de chocolate, mas ás vezes troco ele por um sorvete. Entendeu a diferença? Mas Como diria Camões:(...) O amor é um contentamento descontente (...).

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