Enfim, enquanto algumas pessoas não conseguem entender como eu sempre estou com um livro na mão, eu não consigo entender como essas pessoas enfrentam a monotonia, frustração, as crises existenciais da vida real sem um mundo em que elas podem se esconder que é cheio de pessoas divertidíssimas. ( Confesso, nem sempre). Mas na real, quando você lê é transportado para outro mundo. De acordo com o titulo que você escolheu, por exemplo. Atualmente estou lendo O poderoso chefão, ou seja, estou atualmente no mundo em que as mulheres são boas esposas, mãe e donas de casa italianas que sabem dos negócios escusos do marido, porém, mantem a boca calada e o mundo dos homens que lealmente é o passaporte para te manter vivo e onde Dom Corleone é o padrinho de metade da cidade. É fascinante esse mundo, pela riqueza de detalhes do autor, pela capacidade que ele tem de fazer o leitor se apaixonar pelo Senhor Carcamano que cuida dos seus e caso inimigos o aborreçam ele argumenta e se não funcionar ele os coloca para dormir com os peixes.
Mas, deixando a família Corleone de lado. Quero dizer que como o poeta Dorival Caymmi, autor do samba que tem esse seguinte trecho "Quem não gosta de Samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé". Eu não consigo entender que existem pessoa que dizem e eu já ouvi muito que é muito mais divertido assistir o filme, do que ler o livro. Na minha opinião os filmes em alguns casos são deturpados na adapção para a sétima arte e acabam perdendo a essência que o autor mostrou no livro. Por isso, sempre que alguém me pergunta sobre o livro e o filme, indico o livro. Porém, como boa amante do cinema indico o filme, mas sempre acompanhados como um remédio que precisa de complemento para funcionar.
Tudo bem, cada pessoa tem um gosto e uma paciência. Mas nunca entenderei isso, assim como algumas pessoas não entendem como gosto de ler. Tenho ainda uma opinião mais profundo, acho que posso viver três vidas e nunca terei lido o suficiente por uma. Bem, para deixar em miúdos como diria minha vizinha. Uns gostam dos olhos e outros da remela. Eu sei, não é uma frase muito poética. Mas ela tem um gosto para livros excelente. Ela me indicou Os miseráveis, do Victor Hugo; que havia um personagem que aparecia no romance de Jô Soares, Quem matou Getúlio Vargas; que por sua vez fala sobre AL Capone que é citado no Poderoso Chefão. Viu só? Até os livros se completam.

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