quinta-feira, 30 de maio de 2013

I'm Not a Girl, Not Yet a Woman ♪

Britney Spears tem uma música em que canta sabiamente as palavras acima, confesso que nunca fui de ouvir as músicas dela. Mas esses dias parada no ponto de ônibus, fiquei pensando sobre a linha tênue entre ser uma garota e ser uma mulher e quando temos a certeza que cruzamos essa linha. Eu particularmente não me considero uma mulher,  sinto-me mais madura que antes, mas não acredito que posso ser chamada de mulher, eu estou naquela fase em cima do muro. Quando você já tem responsabilidades, mas quando ainda tem pensamentos imaturos. Agora me vem uma pergunta: Ser mulher é nunca mais ter pensamentos imaturos? O que são pensamentos imaturos?
Na minha opinião ser mulher é quando você sabe o que quer para si própria, começa aprender o que é bom e o que não é para si mesma. Porém, por algumas vezes mesmo sabendo, ainda sim, fazemos a coisa errada. Ser mulher é você ter consciência das suas responsabilidades e arcar com o peso das suas decisões. Mas quem disse que não podemos ser mulheres responsáveis e ainda sim gostar das princesas e comprar coisas rosa?
Esses dias no serviço, as meninas falando das minhas marmitas que são todas de tampa rosa, e falaram que eu era muito menininha. Elas dizem isso porque ainda não descobriram que tenho uma lancheira e um copo retrátil das Princesas. Mas só porque eu cresci tenho que abandonar essas coisas? Existe tanto marmanjo barbado que ainda tem coleção de carrinhos. Qual é o problema de gostar das Princesas? Nenhum! O problema é que a sociedade nos ensina que quando crescemos devemos deixar para trás as coisas de criança, principalmente para as mulheres. Já vem desde de berço a criação que a mulher deve ser responsável, a mulher deve cuidar da casa, cuidar dos filhos. Nossas brincadeiras são essas, treinamos desde de sempre para esse objetivo. Não conheço nenhum menino que brincava de trabalhar para sustentar a casa, eles brincam de carrinho, bola, vídeo-game. Enquanto nós, amadurecemos desde de cedo a ideia de uma vida futura, com casa, bonecas e responsabilidades de verdade. Talvez seja por isso que somos mais maduras que os rapazes da nossa idade. 
Tenho uma amiga que possui uma coleção da Barbie, ela está noiva, trabalha, estuda e cumpre com todas as suas responsabilidades. Não é a Barbie que vai a deixar mais imatura, e nem a minha sanduicheira de princesa. Cada pessoa amadurece a sua maneira, no seu tempo. Existem algumas meninas que amadurecem mais cedo, outras mais tarde. Acredito que as que passam pela maternidade também amadurecem rápido, mas isso é algo que ainda não conheço. Talvez amadurecer também tem a ver com as experiências de cada um, com tempo, com a situação emocional. Amadurecer é um mistério, como uma caixa surpresa e cada um tem que abrir sua caixa e aprende com o que vem dentro. Enquanto isso, convivo com as duas, a mulher adulta e garota sonhadora dentro de mim em harmonia.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Manifesto por planos realizáveis.


                  Sempre tive objetivos demais. Não sei se eram objetivos de verdade, ou apenas planos. Sei que aos 18 anos planejei minha vida até os 28 anos, era um plano simples e preciso. Terminaria o ensino médio, entraria em uma faculdade no curso de Jornalismo ou Designer gráfico, entraria para a editora Abril como estagiária (de preferência na Capricho ou na Gloss), encontraria um cara legal para namorar, compraríamos um apartamento e eu me casaria com 24 anos, teríamos um filhos aos 26 e outro quando eu fizesse 28 anos e depois... Depois eu faria mais planos que claro, como a vida é algo preciso e controlado realizariam-se num piscar de olhos. Era simples!
             Fiz 18 anos, comecei a trabalhar no primeiro lugar que me aceitaram, não entrei na faculdade, não fui trabalhar na capricho, não encontrei um cara legal (AINDA!), não comprei um apartamento. Na contra-mão de tudo isso, fui fazer um curso no Senai, fui trabalhar em uma gráfica, mudei de cidade, me encontrei espiritualmente falando, fiz amizade com pessoas muito legais, aprendi muita coisa e sou feliz. Não sou realizada, isso é verdade. Mas isso não tira as minhas gargalhadas diárias. Acho que sentir-se realizado é uma questão de tempo, ou uma fase. Talvez quando eu entrar na faculdade eu me sinta realizada, quando me casar me realize novamente e assim por diante. Na minha opinião realização é como a felicidade, são pequenas doses todos os dias. Alguns dias você tem a sorte dessa dose ser bem maior, mas no geral, ela sempre será o suficiente para te manter de pé. Mesmo que você não note, ou que ache que aquilo não está te alegrando, em algum momento do dia você ira sorrir.
          Confesso que eu não me sinto realizada com meu emprego atual, mas dou boa gargalhadas com as meninas e encaro isso como uma fase, algo pelo qual eu devo passar, um aprendizado para algo maior. Posso não me sentir plenamente realizada lá, mas quando alguém comenta que gostou dos meus textos, eu me realizo. Em resumo e voltando nos planos. Hoje em dia eu ainda tenho planos, alguns mantenho ainda daquela época, mas não fico tão frustrada quando penso no que desejo e o que conquistei. Eu sou quem deveria ser e estou onde deveria estar. Não adianta lutar contra isso. Aquela Fran que eu planejei existiu por um tempo, em um universo paralelo onde ficam todas as nossas expectativas e planos. Mas a Fran da realidade é essa que ainda luta por coisas pequenas, banais.
            Assim como mudamos os nossos planos também e eles podem se encaixar na realidade em que vivemos no presente. Hoje em dia com a minha maturidade, eu faço planos bem mais modestos e penso em coisas prática que terei que fazer para chegar até lá. Por exemplo; quero comprar uma casa, então preciso ajuntar dinheiro, ter uma estabilidade para conseguir pagar as prestações. O meu sonho antes era um apartamento, mas pensando pelo lado prático, um apartamento tem condomínio, não posso mudar nada, tem certas regras e fica mais viável comprar a casa. São quase os mesmo sonhos, mas agora de uma maneira mais prática.
             Para concluir meu blá, blá blá matinal, o que quero dizer é que os planos devem ser maleáveis para que se adaptem a realidade do presente. Temos sim, sonhos (im)possíveis como comprar uma Ferrari, viajar todas Europa sem data de volta ou comprar um grande diamante, mas esses precisam de muito para serem realizados. Agora os seus sonhos, mas básicos como a casa própria, uma viagem, um carro dependem do seu esforço pessoal e eles podem mudar, aumentar ou diminuir de acordo com a sua realidade  Por isso, não fique triste por causa de um sonho/plano que não pode ser realizado, apenas reveja as condições físicas  psicológicas e financeiras que ele vai exigir e adapte ao possível  Vamos lutar por sonhos mais maleáveis, mais fáceis de serem realizados, assim teremos todos os dias uma dose garantida de felicidade e realização.



Comecei falando de objetivos, pulei para planos e terminei falando de sonhos. Devem ter diferença, mas outro dia explico. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Confissão sincera de amor.

              Eu não posso negar, com ele eu me desconstruí.  Ele conhece os meu sorriso, conhece as minhas lágrimas,  conhece o meu tom de voz, conhece o meu olhar. Eu poderia falar os mil motivos para nossa relação não dar certo. Mas isso já não importa mais. Não depois dos olhos que brilham, depois do sorriso fácil nos meus dias, depois das caretas que me fazem rir, depois das mãos que de encaixam perfeitamente nas minhas. O que eu posso dizer depois de tudo isso? Falar sobre a idade, sobre a família  sobre o meu preconceito, sobre o medo de perde-lo, sobre a falta de tempo, sobre os meus defeitos. Tudo já não me importa. Em um dia simples, eu me desconstruí; me desmontei inteira. Contei que tinha medos, medo de não dar certo, medo do tempo, medo de preconceito, medo dos meus traumas, medo de mim. Contei que tinha expectativas. Contei que tinha defeitos, chata, ciumenta, estressada, ansiosa, implicante. Contei que era complicada, e que ninguém nunca havia conseguido simplificar.  Que ninguém nunca havia conseguido me enxergar como eu era. Só que isso não acontece com ele, ele me conhece como ninguém mais. Com ele eu sou apenas eu, sem mascaras, sem disfarces. Ele me conhece assim como eu mesma me conheço, ou até melhor. Ele conhece o meu pior lado, mas sabe que existe um lado melhor. Com ele eu não tive medo, eu tive consciência. Eu precisava ser honesta, sincera. Me despir de tudo para que ele me aceita-se para sempre. Eu chorei, sorri, fiquei confusa, neguei e até fingi que não era nada. Mas não tinha como não ser nada. Você não se mostra inteiro para alguém que não significa nada. E foi assim, achando que ele não significava nada, ele se tornou o meu tudo. 


Eu ando muito romântica, deve ser o dia dos namorados.

sábado, 18 de maio de 2013

Blá, blá, blá acumulado.


         Comecei a trabalhar! Uhu, festa, vamos fazer festa população. Vamos pular, vamos pular, vamos pular, vam... Tá chega! Fiquei bem animada com o emprego, bem animada mesmo de começar a fazer planos, listas de compras, cursos para fazer, arrumar cabelo e etc. Mas, como todo trabalho tem prós e contras, os contras do meu começaram a aparecer muito rápido, rápido tipo... nas primeiras duas horas do primeiro dia. O horário não é bacana e se trabalha de segunda á segunda com uma folga por semana. Vida social e lazer? #Nãotrabalhamos.  Mas eu estava precisando, não passando fome, apenas cansada de ficar em casa e ficar pedindo dinheiro pro fundo mãetrocinio que ajuda Francieles carentes. Então estou enfrentando o trabalho, mesmo sendo cansativo, não sendo em uma gráfica como eu vinha sonhando e eu perdendo tudo que acontece de final de semana.
Essa semana me bateu uma sensação estranha, sabe algo que não andava sentindo, essa semana me bateu vontade de fazer parte de um casal. Isso é até normal (espero), o que não é normal é que quando os meus horarios começam a não bater com o de mais ninguém, eu resolvo que poderia arrumar um compromisso sério e permanente com alguém, Por que isso? Simples, porquê eu sou louca. Não há outra explicação. Mentira, existe sim outra explicação, mas isso é algo pessoal. Enfim, eu também senti essa vontade por causa do trabalho, quando se começa a trabalhar fica mais viável namorar, deu pra entender? Não? Deixa pra lá. 
         Odeio pegar ônibus á noite. Pior ainda quando se pega ônibus sozinha á noite. Como meus horários em Bauru eram bem matine, eu tive que me acostumar isso e como as pessoas logo notam pela minha #pamonhaface, sempre rola uma dica de como sobreviver as pessoas estranham que anda de noite. Por exemplo, as meninas do trabalho falaram para eu sempre sentar na frente com o motorista, qualquer coisa eu pulo em cima dele, ele bate o ônibus e morremos. Simples né?! 
          Por ultimo, deixo a ironia que vem sendo os meus dias. 1) Trabalho em um restaurante que serve Fresh Food, mas eu sou gosto de junk food. 2) Todas as funcionárias do restaurante de FRESH FOOD, estão acima do peso, mesmo rodeadas por saladas e alimentos saudáveis. 3) Fazemos, servimos. Mas não podemos comer, só de comprarmos claro! Ok, chega né?  Hora de ir trabalhar. 


obs: Dito as coisas acima, voltamos a nossa programação normal.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Com comida e conquista, não se brinca!


Todo mundo conhece aquele famoso ditado, citação ou frase de traseira de caminhão, sei lá: Quem não sabe brincar, não desce pro play! Enfim, esse quase ditado popular é aplicado em várias situações. Porém é mais popular quando se trata de relacionamentos. E eu confesso, eu não sei brincar!
Não é só pela minha falta de histórico amoroso, ou a existência dele com inúmeros fracassos, é na verdade que eu não entendo indiretas e não tenho paciência para aqueles jogos chatos de paquera e disse que me diz. Sabe aquelas historinhas de ficar dando ideia  jogando charme ou dançando macarena para conquistar a pessoa. Não posso dizer que nunca tentei, já tentei. Mas nunca queira saber das minhas tentativas, elas são péssimas. Uma vez fui dizer a um garoto que gostava dele da seguinte maneira: " João amava Tereza  que amava Pedro que amava a Fran que gostava do ...".  Eu me declarei parafraseando Drummond e nem foi uma poesia propriamente dita romântica. Entendeu agora a gravidade?
De tanto não saber brincar, passei a ser mais prática e isso até funcionou algumas vezes. Mas haja coragem para ser prática.  Depois de me convencer que um pato tem charme que eu e entender que eu não sei brincar, venho aqui para pedir pelo fim dos joguinhos de paquera. Eu sei, não vou mudar nada; as pessoas vão continuar com aquelas indiretas e mandar o amigo falar com a menina e ela vai continuar dando uma de desentendia. No entanto, aqui vai o meu recado: As meninas (quase) sempre sabem o que querem, em pelo menos, 80% dos casos sabem. Se você vem falar com uma garota, pela sua linguagem corporal entende o seu objetivo final e antes mesmo que você chegue a falar isso para ela, ela já possui uma resposta. Mas prefere pensar ou esperar que você a faça mudar de ideia. Porém, isso nem sempre acontece com os meninos, eles são muito lentos e meninas (algumas) são sutis e tímidas na hora de tentar enviar sinais de que estão afim do rapaz. Sem contar, que o interesse feminino geralmente é despertado na terceira ou quarta conversa, a menos que a garota já esteja á procura de algo.
Resumindo toda essa baboseira que eu estou escrevendo é que, pessoas se estão afim FALEM, usem a boa e velha comunicação verbal, ou escrita. Mas de preferência verbal. Não fiquei gastando beleza e tempo. Vá direto ao assunto de uma maneira tranquila e segura. Claro que antes haverão conversas, mas quando você perceber o seu interesse, não fique esperando que a pessoa adivinhe, ou que entenda que você manda indireta e sinais de conquista PARA ELA. Principalmente para os meninos, eles são distraídos de verdade, isso não é um charme (mas, como tudo tem exceções). Vamos lutar por relacionamentos mais simples e diretos, sem aqueles joguinhos que depois resultam em indiretas pelo Facebook.  Por favor, não desçam pro play e se for necessário desenhem, mas arrisquem-se e sejam diretas.  Quanto a mim, como eu não aguento essas coisas, eu bebo leite.



Ditados populares são vida! 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Garota solteira procura...


Eu sou solteira. Solteira daquele tipo que nunca namorou e quase sempre tem uma história de vela para contar. Sem falar nas vezes que foi trocada por um namorando, ou quando foi tirada no banco de reserva das "amigas" para substituir um namorado. Tudo bem, isso não é nada perto do problema que os filmes de comédia romântica trazem para a mente de uma pessoa solteira. Você começa a mastigar toda aquela baboseira e começa a achar que é real. Sabe, aquelas histórias que a moça pode ser indefesa, nervosa e sempre tem algum trauma e de inicio ela e o rapaz não se entendem, ou eles são melhores amigos e acabam percebendo que estão apaixonados. É sempre assim procure os filmes com a Katherine Heigl, a diva das comédias românticas. 
Esses filmes acabam criando o esteriótipo do romance que todas nós solteira de "sempre" queremos viver. Passamos a procurar na vida real rapazes que tenham algum tipo de peculiaridade, ou detalhe muito pessoal que os façam ser únicos. Quem assistiu da Magia a sedução, pode sonhar com um amor que tenha heterocromia nos olhos, ou que saiba fazer panquecas com formatos engraçados. Ou então, me diz se é impossível não sonhar com um professor que finalmente beija a Drew Barrymore no final de Nunca fui beijada. É um fato, somos meninas mulheres bobas que sonham com o amor perfeito. Mas espera um minuto. Vivemos na vida real, somos pessoas sem roteiros á seguir, não vamos encontrar os homens da ficção cujo o único defeito é só perceber que nos ama nos últimos minutos do filme. 
Ok. Não temos os caras perfeitos; mas acontece que temos homens feitos de carne e osso, com defeitos, qualidades, sonhos, expectativas e decepções Assim como nós também somos. O grande problema das mulheres que assistem esses filmes é querer muito dos namorados e esquecerem que eles não são aqueles personagens. Que assim eles, nós somos que mulheres também decepcionam, os homens também. E temos que deixar de cobrar tanto o outro e parar de  procurar alguém usando como referencia o príncipe encantando. 
Por fim, mulheres solteiras devem procurar pessoas normais que tem um encanto pessoal. Ás vezes pessoal até demais. Joãozinho pode não ter graça nenhuma para mim, mas para a Maria sua namorada não tem pessoa mais perfeita. Entendem? Temos que deixar o que a mídia nos põe na cabeça, temos que procurar a pessoa que nos faz bem, independente do que os outros acham ou do quão diferente ele seja das comedias românticas  Não temos um roteirista escrevendo nossa história (na minha opinião até temos e ele é Deus), mas você pode fazer sua própria comédia romântica  com suas peculiaridades e trilha sonora. Não procure pessoas perfeitas que você não vai encontrar, mas procure a pessoa que faz o seu mundo mais perfeito.