Eu não posso negar, com ele eu me desconstruí. Ele conhece os meu sorriso, conhece as minhas lágrimas, conhece o meu tom de voz, conhece o meu olhar. Eu poderia falar os mil motivos para nossa relação não dar certo. Mas isso já não importa mais. Não depois dos olhos que brilham, depois do sorriso fácil nos meus dias, depois das caretas que me fazem rir, depois das mãos que de encaixam perfeitamente nas minhas. O que eu posso dizer depois de tudo isso? Falar sobre a idade, sobre a família sobre o meu preconceito, sobre o medo de perde-lo, sobre a falta de tempo, sobre os meus defeitos. Tudo já não me importa. Em um dia simples, eu me desconstruí; me desmontei inteira. Contei que tinha medos, medo de não dar certo, medo do tempo, medo de preconceito, medo dos meus traumas, medo de mim. Contei que tinha expectativas. Contei que tinha defeitos, chata, ciumenta, estressada, ansiosa, implicante. Contei que era complicada, e que ninguém nunca havia conseguido simplificar. Que ninguém nunca havia conseguido me enxergar como eu era. Só que isso não acontece com ele, ele me conhece como ninguém mais. Com ele eu sou apenas eu, sem mascaras, sem disfarces. Ele me conhece assim como eu mesma me conheço, ou até melhor. Ele conhece o meu pior lado, mas sabe que existe um lado melhor. Com ele eu não tive medo, eu tive consciência. Eu precisava ser honesta, sincera. Me despir de tudo para que ele me aceita-se para sempre. Eu chorei, sorri, fiquei confusa, neguei e até fingi que não era nada. Mas não tinha como não ser nada. Você não se mostra inteiro para alguém que não significa nada. E foi assim, achando que ele não significava nada, ele se tornou o meu tudo.
Eu ando muito romântica, deve ser o dia dos namorados.
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