terça-feira, 21 de maio de 2013
Manifesto por planos realizáveis.
Sempre tive objetivos demais. Não sei se eram objetivos de verdade, ou apenas planos. Sei que aos 18 anos planejei minha vida até os 28 anos, era um plano simples e preciso. Terminaria o ensino médio, entraria em uma faculdade no curso de Jornalismo ou Designer gráfico, entraria para a editora Abril como estagiária (de preferência na Capricho ou na Gloss), encontraria um cara legal para namorar, compraríamos um apartamento e eu me casaria com 24 anos, teríamos um filhos aos 26 e outro quando eu fizesse 28 anos e depois... Depois eu faria mais planos que claro, como a vida é algo preciso e controlado realizariam-se num piscar de olhos. Era simples!
Fiz 18 anos, comecei a trabalhar no primeiro lugar que me aceitaram, não entrei na faculdade, não fui trabalhar na capricho, não encontrei um cara legal (AINDA!), não comprei um apartamento. Na contra-mão de tudo isso, fui fazer um curso no Senai, fui trabalhar em uma gráfica, mudei de cidade, me encontrei espiritualmente falando, fiz amizade com pessoas muito legais, aprendi muita coisa e sou feliz. Não sou realizada, isso é verdade. Mas isso não tira as minhas gargalhadas diárias. Acho que sentir-se realizado é uma questão de tempo, ou uma fase. Talvez quando eu entrar na faculdade eu me sinta realizada, quando me casar me realize novamente e assim por diante. Na minha opinião realização é como a felicidade, são pequenas doses todos os dias. Alguns dias você tem a sorte dessa dose ser bem maior, mas no geral, ela sempre será o suficiente para te manter de pé. Mesmo que você não note, ou que ache que aquilo não está te alegrando, em algum momento do dia você ira sorrir.
Confesso que eu não me sinto realizada com meu emprego atual, mas dou boa gargalhadas com as meninas e encaro isso como uma fase, algo pelo qual eu devo passar, um aprendizado para algo maior. Posso não me sentir plenamente realizada lá, mas quando alguém comenta que gostou dos meus textos, eu me realizo. Em resumo e voltando nos planos. Hoje em dia eu ainda tenho planos, alguns mantenho ainda daquela época, mas não fico tão frustrada quando penso no que desejo e o que conquistei. Eu sou quem deveria ser e estou onde deveria estar. Não adianta lutar contra isso. Aquela Fran que eu planejei existiu por um tempo, em um universo paralelo onde ficam todas as nossas expectativas e planos. Mas a Fran da realidade é essa que ainda luta por coisas pequenas, banais.
Assim como mudamos os nossos planos também e eles podem se encaixar na realidade em que vivemos no presente. Hoje em dia com a minha maturidade, eu faço planos bem mais modestos e penso em coisas prática que terei que fazer para chegar até lá. Por exemplo; quero comprar uma casa, então preciso ajuntar dinheiro, ter uma estabilidade para conseguir pagar as prestações. O meu sonho antes era um apartamento, mas pensando pelo lado prático, um apartamento tem condomínio, não posso mudar nada, tem certas regras e fica mais viável comprar a casa. São quase os mesmo sonhos, mas agora de uma maneira mais prática.
Para concluir meu blá, blá blá matinal, o que quero dizer é que os planos devem ser maleáveis para que se adaptem a realidade do presente. Temos sim, sonhos (im)possíveis como comprar uma Ferrari, viajar todas Europa sem data de volta ou comprar um grande diamante, mas esses precisam de muito para serem realizados. Agora os seus sonhos, mas básicos como a casa própria, uma viagem, um carro dependem do seu esforço pessoal e eles podem mudar, aumentar ou diminuir de acordo com a sua realidade Por isso, não fique triste por causa de um sonho/plano que não pode ser realizado, apenas reveja as condições físicas psicológicas e financeiras que ele vai exigir e adapte ao possível Vamos lutar por sonhos mais maleáveis, mais fáceis de serem realizados, assim teremos todos os dias uma dose garantida de felicidade e realização.
Comecei falando de objetivos, pulei para planos e terminei falando de sonhos. Devem ter diferença, mas outro dia explico.
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