segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sorte no jogo, sorte do amor!

Amor não é escolhido, ele escolhe. Ele que dita as regras dos jogo. Nós somos meras peças em um tabuleiro chamado vida. Nem os dados estão em nossas mãos. Alguém joga os dados e determina quantas casas você vai andar. No meio no tabuleiro você encontra emprego ande duas casas, amigos ande uma casa, foi demitido fiquei uma rodada sem jogar até conseguir outro emprego. Um amor, opá está com sorte. Agora sua vida está completa, seu jogo está ganho.  E se é um amor correspondido. Jogo ganho! Acabou retire-se do jogo e comemore. Mas e se esse amor não é correspondido? Então você vai ficar estacionado na mesma casa sofrendo por semanas ou meses.
Nós, ou alguns de nós (não vou generalizar) abre o coração para o amor, ou apaixona-se e nem sempre tem a sorte de ter esse amor correspondido. E então o individuo vê-se amando sozinho. Acredito que esse tipo de sentimento é um dos mais ingratos e angustiantes. Como suportar um sentimento de mão única que fica guardado dentro do peito e pior ainda, suportar a dúvida de que se algum dia como por mágica, a pessoa por quem você nutre esse sentimento vai corresponder. E então você fica pensando, alimentando quando essa pessoa vai te amar também, ou quando ela vai encontrar alguém e você vai sofrer mais que axila de aleijado que fica ralando o dia inteiro muleta. (desculpe a expressão.)
A angustia de amar sem ser amando é tamanha, mas é algo profundo. Porque, dá vazão a tantos livros, músicas, filmes. Existe até um estilo literário sobre isso.
O mais triste é quando por algum motivo cretino, você apaixona-se com frequência e acaba quebrando seu coração com frequência. Talvez ansiamos tanto sermos aceitos e mostrar para a sociedade que somos legais, que a maneira mais simples e bonita de fazer isso é sendo amado. E então vivemos na busca por um amor e constantemente quebrando a cara também. É quase como um ciclo vicioso. Encontrar um grande amor é uma das coisas mais incertas da vida, talvez ganhar na loteria seja mais fácil. Ou o amor é a loteria da vida. Hoje em dia acredita-se tão pouco em um amor para sempre, que as pessoas buscam e perdem cada vez mais isso. Buscam porque querem fazer parte desse pequeno e seleto grupo dos "Felizes para sempre", perdem por não acreditarem no amor, por quererem tanto ser pessoa independentes e orgulhosas que acabam deixando esse sentimento escapar pelos vãos dos dedos.
O que aprendi foi que se você quer cultivar, você tem que abrir mão de alguns coisas é um sentimento de dar com um mão, para receber com a outro. Assim como todas as relações humanas, porém essa é um pouco mais delicada e se você procura um amor, poxa eu realmente não tenho um conselho para dar, também não sou muito boa nisso. Mas boa sorte e que os dados estejam a seu favor.

domingo, 27 de outubro de 2013

Estava chovendo, o céu escuro coberto de nuvens que clareavam a cada novo raio refletia o estado doentio da minha alma, caminhando lentamente pelo gramado não podia deixar de reparar naqueles em que eu acabava pisando. Passei pelos colegas de infância, pelos ex namorados, pelos que sempre me disseram que eu era uma pessoa fraca e acomodada. Cada gota de chuva arrancava um pouco de cor da minha pele ou um pedaço pequeno da Minh 'alma, estava desprotegida e aqueles pingos gelados, pesados pingavam diretamente em mim. A cada lápide que deixava para trás me lembrava dos diálogos com aquelas pessoas, dos momentos em que me senti a ultima pessoa do mundo que merecia ser feliz, cada derrota, cada momento humilhante. A cada passo sentia meu coração bater mais forte, sempre minhas costas mais eretas, sentia que estava deixando tudo aquilo que me faz mal para trás. Por onde eu pisava a grama queimava pela amargura, pelo rancor e tristeza existente dentro de mim porém agora nasciam pequenas flores, agora eu conseguia enxergar meu destino um pouco a frente.
Ao redor de um caixão branco estavam algumas amigas, estavam meus pais, estavam algumas pessoas que eu nem conhecia, pessoas que iram fazer parte do meu futuro. Sobre o caixão estavam flores, cartas, livros, lembranças... Me aproximei um pouco mais para ver quem estava lá dentro, eu já sabia, porém não me custava nada dar uma olhada pela ultima vez.
Dentro do caixão estava eu ou o que tinha sobrado de mim, daquela pessoa amarga, acostumada a derrotas, triste, que sempre achou que merecia menos. Naquele momento estava enterrando a parte de mim que menos gosto, a parte de mim que nunca deveria ter existido.

Querido,

Hoje pensei em nós. Pensei em você. Você que deve estar preocupado com alguma coisa ou com nada. Você que deve estar em algum lugar do mundo, talvez perguntando-se se alguém sente sua falta, se alguém pensa em você. Eu. Eu penso sempre em você e você me faz falta. Penso em tudo que gostaria de te dizer, em todas as coisas que ficam guardadas dentro de mim. Penso nos seus defeitos, nas suas qualidades, na sua voz, o formato da sua boca, a cor dos seus olhos. Me pergunto se já nos conhecemos, me pergunto se já nos cruzamos por acaso em alguma igreja, nas calçadas. Ás vezes monto diálogos, faço planos e fico me perguntando quando vamos nos encontrar? Como eu posso ser completamente apaixonada por você?
Não sei dizer quando comecei a me sentir assim, eu apenas sinto. Que nas risadas, no meio do dia, na ônibus, na lista de contatos do Whatsapp, nos domingos de folga, nas saídas do serviço. Me falta alguém, falta você. Como posso sentir falta de alguém que não conheço, que por algum motivo posso nunca conhecer?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quanto pesa a felicidade?

                     Não lembro se já escrevi sobre isso. Provavelmente já em algum os meus blogs, mas tanto faz, tenho que ouvir a minha tia falar a mesma história pelo menos, umas três vezes por mês sem poder mandar ela ficar quieta, porque eu também não posso escrever sobre a mesma coisa várias vezes. Enfim, esses dias eu estava pensando. Normalmente quanto falamos em relacionamento sempre colocamos algo como, uma pessoa que me complete, uma pessoa que me faça feliz. Vocês já pararam para pensar como deve ser difícil ter esse peso sobre os ombros.  Imagina na sua lista de fazeres estar: Limpar aquário, pagar as contas, fazer a fulana feliz e completa-la. 
                      Já temos tantas responsabilidades, cobranças no dia a dia que acabamos colocando isso nas relações que temos com as outras pessoas. Não falo apenas isso, pensando apenas no relacionamento amoroso, mas no geral. Em uma amizade sempre queremos aqueles amigos que nos façam feliz, estejam sempre disponíveis, que nos entendam em todas as questões. Caramba, é uma grande responsabilidade. A situação fica muito mais delicada quando trata-se de relacionamentos amorosos, pois logo que queremos uma pessoa ao nosso lado, idealizamos aquela pessoa que nos complete, procuramos alguém que tenha aquilo que nos falta e que nos faça feliz. Mas será que o próximo é mesmo responsável por nossa felicidade?  Não, não é. Se é nossa felicidade, é nossa responsabilidade. Você tem um carro e coloca ele na responsabilidade de outra pessoa? Imagine sua felicidade? Ninguém tem a obrigação de enfrentar seus medos, suas crises existências, te faz sorrir 24 horas, completar aquilo que você não tem. Essa é uma batalha que você deve enfrentar sozinho. Completar-se e ser feliz é algo seu, até porque a felicidade não é um estado constante, são pequenos momentos. 
                        Você pode encontrar alguém que vai acrescentar sua felicidade e ter defeitos e qualidades diferentes das suas e você vai aprender com ele. Mas lembre-se que você é único e completo. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Confusões cheias de mi mi mi.

Eu sou uma pessoa complicada. Não uma pessoa complicada daquele tipo que vive cheia de mi mi mi. Sou complicada do tipo que está sempre confusa, sempre pensando nas coisas certas e erradas, nos desejos e pecados e principalmente na opinião das pessoas.  Eu tenho excesso de culpa, pelo o que como, faço, falo e até penso. Isso é um fato. Metade de mim é culpa. Me sinto culpada por quase tudo que faço durante o dia, então tempo ficar me policiando.
O difícil de ser complicada é que isso não é um defeito que se pode esconder. Se você é complicada normalmente, vai complicar a vida de todo mundo ao seu redor. Por exemplo, eu trabalho em uma cozinha. Caso falta um ingrediente e eu preciso dele rápido, e normalmente quando isso acontece minha fiscal está jantando. Eu deixo todo mundo louco até eu conseguir o ingrediente. Não seria mais simples se eu apenas espera-se ? Porém na contra mão, eu sei descomplicar como ninguém a vida das outras pessoas e as coisas das quais tenho certeza. Algo que você nunca vai me ver fazendo é complicar a vida de alguém que não me interessa. Ou eu gosto, ou eu não gosto. Ou eu sou sua amiga, ou apenas conhecida. Sabe? Não fico enrolando ninguém, não tenho paciência para doce. Não sei ficar fazendo tipo. Pelo menos, nisso eu sou descomplicada.
Eu sou tão complicada que consigo, ser complicada e simples ao mesmo tempo. Para algumas coisas eu faço uma verdadeira epopeia de deixar Homero no chinelo, mas para outras resolvo com apenas uma frase. O que odeio de mi mi mi é aquelas reclamações sem fim, sem lógica. Se é pra reclamar que seja por algo mais consistente. É como reclamar de trabalhar aos domingos, quando você foi contrato sabia que trabalharia aos domingos, então pare de reclamar. Reclamar de ônibus lotado, sol, chuva, calor, muito trabalho, coisas da vida. Odeio esse tipo de mi mi mi. Vamos reclamar de coisas que não estão ao nosso alcance, coisas das quais não somos coniventes.
Comecei falando de abacaxi e acabei comentando sobre a banana, eu sei. Eu sou assim, começo discutindo uma coisa e pulo para outra. Isso faz parte da minha mente confusa.  Enfim, deixa eu parar por aqui antes de comece a falar de unicórnios.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aos quinze, o cara perfeito era de uma beleza que eu e as outras pessoas admirassem, fofo, amoroso, carinhoso, um verdadeiro namorado de comédia romântica. Aos dezoito o cara perfeito era mais velho, responsável, amoroso carinhoso, um verdadeiro mocinho de novela. Aos vinte e dois o cara perfeito é aquele que eu gostar. Cheio de defeitos, qualidades; que vai me fazer perder a paciência, vai questionar as minhas escolhas, vai perder a paciência comigo, vamos virar a cara, vamos magoar algumas vezes, vamos discordar. Mas no final do dia, vamos querer nos falar, vamos querer nos ver.
Quando se é mais jovem, você quer uma pessoa que as outras pessoas admirem, porque todo mundo quer ter o melhor e mostrar isso para o mundo. Quase como se isso prove-se que você é a melhor. Mas depois de um tempo, você com a experiência* acaba aprendendo que ninguém tem nada a ver com as escolhas, principalmente quanto a pessoa que vai viver ao seu lado pra sempre. Quem deve gostar, aceitar e achar que vale a pena é você mesmo. Não que uma pessoa que se dê bem com seus amigos, familiares e que respeite o próximo não seja importante. Mas você aprende que não é importante TODO mundo admirar o seu par. O importante é você dois se admirarem e terem uma relação harmoniosa.
As vezes, conhecemos uma pessoa que aos olhos dos outros é uma pessoa normal. Mas aos seus olhos ela se torna especial e isso é o mais importante. Quem salvava o mundo era o Super Homem, porém quem dormia com a Lóis todas as noites era apenas o Clark, um jornalista comum. O importante não é o super homem que ele é fora de casa e sim o herói que é com você, que salva seu dia e ainda aquece seu coração. Afinal, ninguém deseja um homem de aço, com coração de aço. Depois de algum tempo você aprende que muito mais que aparencia, status ou qualquer outra coisa, o mais relevante é como ele te faz sentir e a pessoa que ele te faz querer ser. Hoje em dia, o cara perfeito tem que ser o super homem, mas o meu super homem, aquele com as qualidades que eu admire e defeitos que eu possa aceitar. Aquele que apesar de todas as brigas, ainda sorria e que sempre me faça lembrar o porque de ama-lo. Acho que esse cara perfeito é definitivo.


* Eu sei que ninguém tem tanta experiência assim ao vinte e dois anos.

domingo, 6 de outubro de 2013

                  Olho para o espelho as vésperas de fazer vinte e dois anos e penso comigo. Onde estou? Ou melhor, onde eu quero chegar? Que tipo de futuro quero para mim, com quais tipos de pessoas quero dividir a minha vida. Ultimamente as pessoas que estão na minha vida são as que eu quero. Não me permito mais ter amizade, ou dividir meus pensamentos, meus dias, com pessoas que não me agradam. A troco de que vou manter contato com quem não me faz diferença?
                  Com a minha pouca idade me fez ficar mais seletiva, hoje prefiro uma boa risada, um dia produtivo, uma conversa interessante. Já não me permito sonhar tanto, prefiro me manter mais realista. Mas próximas das pessoas, prefiro manter próximas de mim pessoas com quem eu posso aprender. Com o tempo achei que murcharia como uma flor esquecida, achei que a magoa, a frustração, os sentimentos negativos das pessoas, a falta de fé tirariam o sobro de vida que tinha. Mas hoje aprendi a me reinventar. Se a vida me deu doces ótimo, mas se foi um abacaxi azedo, eu como. Afinal, abacaxi faz bem pro estomago.
                   Se eu fizer uma auto avaliação, já não saio mais tão frustrada, tão triste como aconteceria a alguns meses, ou anos. Hoje sei que sou única, tanto na minha loucura quando na sanidade. Apesar as pessoas falarem, e elas sempre falam, eu gosto de quem sou e tem que quem goste de mim assim. Eu gosto da fé que tenho no ser humano e em Deus, sempre acreditando que as pessoas podem melhorar, que Deus pode fazer um milagre. Gosto da alegria, não gosto de estar de cara amarrada. Gosto de conseguir responder sempre o que me perguntam. Nem sempre de maneira tão inteligente, mas ao menos inteligentemente idiota. Não posso reclamar, talvez esteja na melhor forma intelectual. Gosto da maneira como sempre quero ajudar, sempre me preocupo. Gosto de ouvir elogios pelo que sou. Isso é como se eu estivesse fazendo um bom trabalho, cultivando a pessoa que sou.
                    Eu sei que posso melhorar. Isso é lógico, todos podemos. Mas gosto assim. E isso já é muito importante. Ou melhor isso é o mais importante.

Dez coisas que eu gostaria de me dizer.

Quando paramos para pensar nos erros sempre queremos voltar ao passado e dizer para nós mesmos, coisas que hoje em dia sabemos. Sabe; coisas como: Não sofra tanto isso vai passar, ou ela não é tão sua amiga assim, fique esperta! Pensando nisso eu selecionei algumas coisas que eu gostaria de voltar no tempo e me dizer quando eu tinha quinze anos.

1. Não sofra por ele. Ele é um idiota, você vai superar isso e ele não está nem perto de ser o homem da sua vida, afinal você tem quinze anos. Nem aos 21 você conhecido ainda o homem da sua vida. E ele fica com a aquela sua amiga depois da escola. Mas um dia você vai desculpar ela, pra dizer a verdade você nem vai pegar tanta raiva dela assim.

2. Apesar da sua turma do colégio ser bem legal, por um tempo você vai ser sua única amiga. Seja compreensiva consigo mesma e continue escrevendo em diários, um dia você vai ler e rir de como era idiota.

3. Não coma tanto, maneire no chocolate e acredite você nem está tão gorda.

4. Aproveite cada minuto que passa com as meninas do Ballet. Um dia você vai sentir saudade, muita saudade da época que os seus sábados eram risadas e que você podia ficar na ponta dos pés sem esforço.

5. Entenda que seus pais são marido e mulher, mas antes disso são seus pais. Não adianta alimentar nenhum sentimento negativo, no futuro você vai ver que foi besteira.

6. Não declare seus sentimentos, nada disso vai adiantar.

7. Não viva á sombra dela. Um dia você vai se arrepender e vai se dar conta que consegue fazer seus próprios amigos e conquistar as pessoas.

8. Leia, leia muito, vá cinema, vá dançar, aproveite as festas. Divirta-se!

9. Sim, ele era gay mesmo.

10. Acredite, apesar de em alguns momentos você achar que não vai ter saída, de que não vai melhorar. As coisas acabam melhorando e você vai ser muito feliz.