Olho para o espelho as vésperas de fazer vinte e dois anos e penso comigo. Onde estou? Ou melhor, onde eu quero chegar? Que tipo de futuro quero para mim, com quais tipos de pessoas quero dividir a minha vida. Ultimamente as pessoas que estão na minha vida são as que eu quero. Não me permito mais ter amizade, ou dividir meus pensamentos, meus dias, com pessoas que não me agradam. A troco de que vou manter contato com quem não me faz diferença?
Com a minha pouca idade me fez ficar mais seletiva, hoje prefiro uma boa risada, um dia produtivo, uma conversa interessante. Já não me permito sonhar tanto, prefiro me manter mais realista. Mas próximas das pessoas, prefiro manter próximas de mim pessoas com quem eu posso aprender. Com o tempo achei que murcharia como uma flor esquecida, achei que a magoa, a frustração, os sentimentos negativos das pessoas, a falta de fé tirariam o sobro de vida que tinha. Mas hoje aprendi a me reinventar. Se a vida me deu doces ótimo, mas se foi um abacaxi azedo, eu como. Afinal, abacaxi faz bem pro estomago.
Se eu fizer uma auto avaliação, já não saio mais tão frustrada, tão triste como aconteceria a alguns meses, ou anos. Hoje sei que sou única, tanto na minha loucura quando na sanidade. Apesar as pessoas falarem, e elas sempre falam, eu gosto de quem sou e tem que quem goste de mim assim. Eu gosto da fé que tenho no ser humano e em Deus, sempre acreditando que as pessoas podem melhorar, que Deus pode fazer um milagre. Gosto da alegria, não gosto de estar de cara amarrada. Gosto de conseguir responder sempre o que me perguntam. Nem sempre de maneira tão inteligente, mas ao menos inteligentemente idiota. Não posso reclamar, talvez esteja na melhor forma intelectual. Gosto da maneira como sempre quero ajudar, sempre me preocupo. Gosto de ouvir elogios pelo que sou. Isso é como se eu estivesse fazendo um bom trabalho, cultivando a pessoa que sou.
Eu sei que posso melhorar. Isso é lógico, todos podemos. Mas gosto assim. E isso já é muito importante. Ou melhor isso é o mais importante.
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